Internet das Coisas (IoT)

por manoel veras

Internet das Coisa (IoT) é uma proposta de ligar todas as coisas a Internet desde aviões a geladeiras. Ela é principalmente baseada em dados provenientes de sensores. Cinquenta bilhões de sensores serão conectados à Internet até 2025. e cada sensor produz dados. Um aspecto que evidencia o avanço da   IoT é o número de dispositivos conectados em rede que ultrapassou a população mundial de seres humanos em 2011. O termo IoT começou a ser utilizado nos laboratórios do MIT em 1999.

Sensores agora são utilizados em dispositivos de consumo como geladeiras, televisões, sistemas de segurança e ar condicionado. Seres humanos também estão utilizando sensores por razões de saúde e condicionamento físico. A primeira aplicação popular foi o Nike+/iPod lançado em 2006. O Nike+ quando conectado ao iPod é capaz de registrar e exibir o tempo e a distância da sessão de corrida, bem como a velocidade e as calorias queimadas.

Analistas da Gartner afirmam que este é o início de uma nova era na qual todos os orçamentos de outros departamentos de empresa de algum modo incluem gastos com TI, já que cada negócio se tornara digital. Esse fenômeno está resultando no início de uma era: a Economia Industrial Digital. “A Economia Industrial Digital será construída sobre as fundações do Nexos de Forças (que inclui confluência e integração de nuvem, colaboração social, informação e mobilidade) e da Internet das Coisas, combinando o mundo físico e o virtual”.

Três empresas se destacam quando tratamos de Internet das Coisas : A GE com sua internet industrial, a CISCO com  sua Internet de todas as coisas (IoE) e a IBM com o Smart Planet.

Na opinião dos analistas do Gartner, “a digitalização expõe cada peça de sua empresa e as operações da mesma a estas forças. É como você chega aos clientes, como você executa sua planta física e como gera receita ou presta serviços. Empresas que fazem isso hoje estão se destacando e vão liderar coletivamente a nova Economia Industrial Digital”, completa. Ainda na opinião do Gartner, “a Era Digital vai mudar o mercado de TI em grande estilo por meio da Internet das Coisas”.

Neste cenário da Economia Industrial Digital, de acordo com o Gartner, muitos dos fornecedores de TI que estão no topo hoje, como a Cisco, a Oracle e a Microsoft, podem acabar superados por novas empresas. “Há fornecedores novos que estão aprendendo a conviver com margens menores. Os mais tradicionais terão que lidar com isso”, explica Sribar.

Dave Evans da Cisco menciona várias barreiras que têm o potencial de retardar o desenvolvimento da IoT. Segundo ele, as três maiores são a implantação de IPv6, a alimentação dos sensores e um acordo de padrões.

  • Implantação de IPv6. O mundo ficou sem endereços IPv4 em fevereiro de 2010. Embora nenhum impacto real tenha sido percebido pelo público em geral, essa situação tem o potencial de diminuir o progresso da IoT, pois os possíveis bilhões de novos sensores exigirão endereços IP. Além disso, o IPv6 facilita o gerenciamento de redes devido a recursos de autoconfiguração e oferece recursos de segurança aprimorados.
  • Energia do sensor. Para que a IoT atinja seu potencial completo, os sensores deverão ser autossustentáveis. Imagine trocar as baterias de bilhões de dispositivos implantados no planeta inteiro e até mesmo no espaço. Obviamente, isso não é possível. O que é necessário são sensores para gerar eletricidade a partir de elementos ambientais, como vibrações, luz e fluxo de ar.
  • Padrões. Embora haja muitos progressos na área de normas técnicas, ainda não é o suficiente, especialmente nas áreas de segurança, privacidade, arquitetura e comunicações. A IEEE é apenas uma das organizações que trabalham para solucionar esses desafios garantindo que os pacotes de IPv6 possam ser roteados por tipos de redes diferentes.

Referência :

Dave Evans, A Internet das Coisas. Como a próxima evolução da Internet está mudando tudo, Cisco, 2011.