Infraestrutura de TI – O que é ?

A infraestrutura é a base da capacidade planejada de TI disponível em todo o negócio, na forma de serviços compartilhados e confiáveis e utilizada por aplicações múltiplas. Na empresa típica a infraestrutura responde por cerca de 55% dos investimentos em TI [Weill , Subamani, Broadbent, 2002]

Estabelecer uma infraestrutura de TI certa no momento certo habilita a rápida implementação de futuras iniciativas de negócio com base digital, bem como a redução e a consolidação de custos dos processos de negócio.Iniciativas de infraestrutura não devem ter nem orçamentos  excessivo e nem tão pouco pequeno, as duas situações trazem impacto no desempenho dos negócios.

A infraestrutura interna da empresa se conecta quase sempre  a infraestrutura externa da indústria e a infraestrutura pública (Internet e redes de telecomunicações) conforme ilustra a figura abaixo.

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A figura abaixo ilustra os vários elementos da infraestrutura de TI. Os componentes (hardware, software, redes, etc) são convertidos em serviços comuns úteis através de uma infraestrutura humana de TI composta de conhecimento, habilidades, padrões e experiência.

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Os serviços de infraestrutura incluem serviços de rede, provisão de computação, gerenciamento de banco  de dados, expertise em P&D, etc. Estes serviços podem ser prestados internamente ou providos por provedores de serviços externos. O conceito de serviços é poderoso , uma vez que os gestores valorizam mais prontamente um serviço do que um componente técnico. Além disso , serviços podem ser especificados , mensurados e controlados por um acordo de nível de serviço (SLA).

Aplicações de infraestrutura são aplicações compartilhadas e padronizadas utilizadas por todas as unidades de negócio. Exemplos são o ERP, o CRM e o SCM. Aplicações de infraestrutura são mais estáveis do que aplicações locais conforme o negócio evolui.

Aplicações locais mudam frequentemente acompanhando uma nova característica de um produto ou serviço, por exemplo e representam um fragmento do portfólio de TI.

Um infraestrutura de TI combina toda a capacidade compartilhada de TI de uma empresa numa plataforma para negócios realizadas eletronicamente. Ela comporta dez clusters de capacidade cada um com seus conjuntos de serviços conforme ilustra a figura abaixo.

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Os clusters de infraestrutura são :

  • Administração da TI
  • Canais eletrônicos integrados
  • Comunicações
  • Administração de  dados
  • Gestão das instalações
  • Segurança e risco
  • Aplicações de Infraestrutura
  • Administração das facilidades de TI
  • Arquitetura e Padrões de TI
  • P&D de TI
  • Educação e Treinamento em TI

Referência :

Peter Weill & Marianne Broadbent. Leveraging the New Infrastructure : How Market Leaders Capitalize on Information Technology, Harvard Business School Press, 1998.

Princípios para a Governança e uso da Internet no Brasil

Nota

O Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br, reunido em sua 3ª reunião ordinária de 2009 na sede do NIC.br na Cidade de São Paulo/SP, decide aprovar a seguinte Resolução:

Considerando a necessidade de embasar e orientar suas ações e decisões, segundo princípios fundamentais, o CGI.br resolve aprovar os seguintes Princípios para a Internet no Brasil:

1. Liberdade, privacidade e direitos humanos
O uso da Internet deve guiar-se pelos princípios de liberdade de expressão, de privacidade do indivíduo e de respeito aos direitos humanos, reconhecendo-os como fundamentais para a preservação de uma sociedade justa e democrática.

2. Governança democrática e colaborativa
A governança da Internet deve ser exercida de forma transparente, multilateral e democrática, com a participação dos vários setores da sociedade, preservando e estimulando o seu caráter de criação coletiva.

3. Universalidade
O acesso à Internet deve ser universal para que ela seja um meio para o desenvolvimento social e humano, contribuindo para a construção de uma sociedade inclusiva e não discriminatória em benefício de todos.

4.  Diversidade
A diversidade cultural deve ser respeitada e preservada e sua expressão deve ser estimulada, sem a imposição de crenças, costumes ou valores.

5.  Inovação
A governança da Internet deve promover a contínua evolução e ampla difusão de novas tecnologias e modelos de uso e acesso.

6.  Neutralidade da rede
Filtragem ou privilégios de tráfego devem respeitar apenas critérios técnicos e éticos, não sendo admissíveis motivos políticos, comerciais, religiosos, culturais, ou qualquer outra forma de discriminação ou favorecimento.

7. Inimputabilidade da rede
O combate a ilícitos na rede deve atingir os responsáveis finais e não os meios de acesso e transporte, sempre preservando os princípios maiores de defesa da liberdade, da privacidade e do respeito aos direitos humanos.

8. Funcionalidade, segurança e estabilidade
A estabilidade, a segurança e a funcionalidade globais da rede devem ser preservadas de forma ativa através de medidas técnicas compatíveis com os padrões internacionais e estímulo ao uso das boas práticas.

9. Padronização e interoperabilidade
A Internet deve basear-se em padrões abertos que permitam a interoperabilidade e a participação de todos em seu desenvolvimento.

10. Ambiente legal e regulatório
O ambiente legal e regulatório deve preservar a dinâmica da Internet como espaço de colaboração.

NIC.br

Nota

O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – NIC.br foi criado para implementar as decisões e os projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br, que é o responsável por coordenar e integrar as iniciativas e serviços da Internet no País.

O NIC.br é considerado o braço executivo do CGI.br. Dentre suas atribuições estão:

  • o registro e manutenção dos nomes de domínios que usam o <.br> , e a distribuição de números de Sistema Autônomo (ASN) e endereços IPv4 e IPv6 no País, por meio do Registro.br;
  • o tratamento e resposta a incidentes de segurança em computadores envolvendo redes conectadas à Internet no Brasil, atividades do CERT.br;
  • projetos que apoiem ou aperfeiçoem a infra-estrutura de redes no País, como a interconexão direta entre redes (PTT.br) e a distribuição da Hora Legal brasileira (NTP.br). Esses projetos estão a cargo do CEPTRO.br;
  • a produção e divulgação de indicadores,  estatísticas e informações estratégicas sobre o desenvolvimento da Internet no Brasil, sob responsabilidade do CETIC.br;
  • promover estudos e recomendar procedimentos, normas e padrões técnicos e operacionais, para a segurança das redes e serviços de Internet, bem assim para a sua crescente e adequada utilização pela sociedade.
  • o suporte técnico e operacional ao LACNIC, Registro de Endereços da Internet para a América Latina e Caribe.
  • hospedar o Escritório brasileiro do W3C, que tem como principal atribuição desenvolver padrões para Web.

TI Maior – Agenda para um Marco Regulatório Competitivo

Nota

O TI Maior identificou as seguintes oportunidades para o aperfeiçoamento da legislação brasileira e de novos mecanismos, com a finalidade de fomentar o setor de TI:1. Garantir um percentual da Lei de Informática (N° 8.248/91) e da Lei do Bem (N° 11.196/06) para a geração de start-ups;
2. Desenvolver cenários de regimes especiais de tributação para exportação de software e serviços, a exemplo de países mais competitivos;
3. Propor ferramentas de incentivos fiscais para capital empreendedor, incluindo investimento de anjos em TI, que possui dinâmica de mercado distinta, célere e com estratégias de saída de investimento muito particulares em relação ao outros segmentos econômicos;
4. Avaliar dos modelos de compras públicas de Tecnologia da Informação, buscando equilibrar a minimização de custos para a administração pública e a geração de valor agregado para o setor;
5. Aperfeiçoar a legislação sobre terceirização do trabalho e subcontratação no setor;
6. Estudar os aspectos da legislação brasileira e internacional com respeito à propriedade intelectual (PI) de software, contando com análises de direito comparado, avaliações de impacto econômico das arquiteturas legais de PI, barreiras à inovação para pequenas empresas, impacto na geração de valor a partir do mercado brasileiro, dentre outros temas;
7. Análisar a possibilidade de implementação de mecanismos céleres (fast track) para a atração e fixação no Brasil de recursos humanos internacionais especializados;
8. Apoiar a implementação de uma lei de proteção de dados pessoais.

Fonte :
TI Maior, 2012-2015 Programa estratégico de software e serviços  de TI